Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Lost in a Cloud

Be simple. Be original. Be yourself.

Lost in a Cloud

Be simple. Be original. Be yourself.

Movie and Book Review | The DUFF

Como prometido, cá está o meu feedback do filme, mas também do livro que me fez perceber que o rótulo que existe em todos os grupos, quer seja popular ou não, há sempre um(a) Duff.

 

Quanto ao filme...

 

Eu gostei do filme, foi porreiro, mas ainda assim podia ter sido bem melhor, penso que a questão que se expõe no livro não é bem abordada no filme, é falso, aliás. Inventaram personagens, tornaram-no num filme perfeitinho da Disney com um começo típico do ponto de vista da personagem principal, que se depara com uma situação na vida dela que ela quer mudar a todo o custo, vai pedir ajuda ao popularzinho, sofre os dilemas todos e mais alguns, tem a sua parte emocional e por fim tudo corre bem para ela.

Não foi grande coisa, mas ainda assim precisei de ler o livro para tirar a prova dos 9, e foi o que fiz, percebendo assim que o filme é uma porcaria e uma deceção.

 

Quanto ao livro...

Depois do filme, li o livro e foi aí que realmente me identifiquei e parei para pensar. Bianca Piper é uma miúda que vive rodeada das melhores amigas, duas miúdas incrivelmente bonitas e cobiçadas, Jessica e Casey. 

Foi o livro que me fez perceber o que a minha amiga me quis dizer com "Não podes cometer o mesmo erro que a Bianca", a Bianca tinha problemas e arranjava os seus escapes para fugir aos problemas, usando assim o popular da escola, Wesley Rush.

Amei o livro, realmente tocou-me, fez-me pensar, em circunstâncias como eu, ela fez o mesmo, o que me faz sentir menos culpada porque percebo que não sou a única e não me sinto tão mal.

Portanto o que mais gostei do livro foi o facto da Bianca ter cometido os erros todos e mais alguns e ter refletido sobre isso, porque temos pensamentos iguais praticamente, mas ela ainda é pior.

Aconselho então que leiam para perceberem aquela crítica dos rótulos, aconselho mesmo.

 

E nunca mais voltei a dormir

Hoje pela manhãzinha senti a pior sensação de sempre, cheguei a entrar em choque, não me mexia, quase chorava. 

Estou acordada desde as 06:30 da manhã e apesar de querer voltar a dormir outra vez, não consigo, especialmente porque quando fecho os olhos vejo aquela imagem: a imagem da minha irmã a cair da cama e eu não poder fazer nada. Estou a tentar esquecer, mas mal olho para ela, o estado em que se encontra relembra-me que se eu tivesse tido mais cuidado, se eu a tivesse puxado, se eu tivesse reagido mais depressa ela não estava assim.

Ela caiu por volta destas horas, eu estava acordada e quase a adormecer quando sinto o lençol ser puxado, olho para o lado e só a vejo cair e chorar a seguir, fiquei desesperada, tentei ligar a luz, mas não dava com o interruptor. A minha mãe chega a correr ao quarto, vai ter com ela, eu fico em cima da cama, a olhar para ela e a pensar num mau cenário, já que ela é extreamamente frágil, e não é exagero.

A minha mãe olha para ela e é aí que uma das minhas maiores preocupações se realiza, ela começou a sangrar, eu fiquei em choque, quando ela rachou a testa fui eu que soube agir, mas no momento eu não fiz nada, a minha mãe encarregou-se disso.

Fiquei com medo que fosse alguma coisa num olho, mas não, no meio do mal todo, houve uma coisa boa, foi na sobrancelha e no queixo, e é lá que as marcas estão com o sangue milagrosamente estancado e seco, já que não tínhamos nada para fazer o curativo (eu percebo destas coisas, da testa fui eu que lhe lavei e desinfetei, mas ela teve mesmo que ir ao hospital), a minha mãe foi para a beira dela, o sangue não estancava, eu fiquei no quarto deles com o meu pai, e deixei escapar lágrimas, nunca mais conseguimos dormir.

Ela está sorridente, está a jogar consola, o essencial é que ela não adormeça nas próximas horas, para todos os efeitos foi um traumatismo craniano, é preciso ter atenção. Tento não me culpar, como disse o meu pai "Foi um acidente, ninguém tem culpa, tu não podias ter feito nada!", mas é inevitável mal olho para ela, a sobrancelha esquerda e loirinha está vermelha e o queixo com marcas de sangue.

Estou a morrer de sono, já me levantei, tomei o pequeno-almoço, estou arranjada e pronta para sair, mas não consigo dormir, tenho medo que a qualquer momento as coisas com ela deiam para o torto, dá-me logo ansiedade.

Mas há que pensar que ela está e vai ficar sempre bem, está tudo bem, ela não vai precisar de ir a Castro, ela vai ficar bem, já não chora, ri, joga consola, faz a festa, lança os foguetes e apanha as canas.

Por último queria comunicar às mães do Sapo Blogs que percebo finalmente a angústia, e queria perguntar se sabem alguma coisa sobre isto por experiência própria, e se sim, se lhe pode acontecer alguma coisa muito má.

Por último peço desculpas por ter vindo aqui descarregar o problema, mas eu não aguento a angústia, e quiçá, vocês não haja ninguém que está a passar ou já passou pelo mesmo.

Rótulos num grupo

Hi guys! Ontem resolvi trazer um dos temas menos falados, mas ao mesmo tempo muito falados também, os rótulos num grupo.

O que é que são os rótulos num grupo? São aquelas designações inventadas pela sociedade, temos o popular, o nerd, o solitário, estão a ver esses rótulos que todos insistem em colocar-nos?

Pronto, há um tempo atrás, percebi que eu não era a nerd, nem a rebelde, na verdade estava bem longe disso, o meu verdadeiro rótulo nesta sociedade podre e cruel onde tudo é de papel, é ser a DUFF do grupo.

E o que é que é uma DUFF? Bem, há uma em todos os grupos, é um acrónimo usado que significa, em inglês (só faz sentido em inglês), designated ugly fat friend, traduzido à letra, designada feia gorda amiga.

Não é preciso ser feia ou gorda para ser DUFF, basta ser a mais feia e mais gorda, isso é suficiente só por si, mas no meu caso, sou feia e gorda, portanto nada a argumentar contra.

Nunca me chamaram isso. No entanto, eu descobri ao ver o filme e ler o livro (que vou dar o meu review mais tarde), foi-me recomendado por uma amiga, não com o intuito de me fazer sentir assim, mas de me fazer perceber que eu não podia fazer o que a personagem principal faz.

Nunca percebi porque não podemos ser iguais, porque é que só querem saber do que não interessa, e é isto que me deixa irritada, a hipocrisia dos meninos da elite que nos põe mais rótulos que a comida de lata.

E vocês, como é que são rotulados?

Quem está deste lado?

Uma adolescente com os seus consistentes 15 anos que sobrevive às adversidades do dia a dia, acompanhada do seu blog, onde conta as suas peripécias e aventuras.

Estudante de secundário durante o dia, blogger durante a noite. Uma apaixonada pela escrita de todo o tamanho. Pensadora nata. Eterna sonhadora.

Para muitos um livro aberto, para outros um mistério por resolver.

Intrigado? Fica por estes lados e talvez desvendes o mistério.

Apresentação Visual

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D