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Lost in a Cloud

Be simple. Be original. Be yourself.

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O meu problema com a comida

Hoje trago aqui um dos posts, que pela certa, vai ser um dos que tem mais significado e vão ser mais importantes para mim.

Eu tenho um grave problema com a comida. Quando eu era pequena comia tudo e mais alguma coisa, nunca parava, até que cheguei à pré-adolescência. O meu apetite diminuiu radicalmente, no entanto, os meus pais obrigavam-me a comer tudo e mais alguma coisa.

Com o tempo, os números na balança iam aumentando, e as minhas inseguranças só pioraram quando fui para o volleyball. Quando comecei a praticar as minhas ancas alargaram drásticamente, o que me deixou triste.

O certo é que foi aí que o meu maior problema começou, deixei de comer, recusava-me a comer. Eu perdi muito peso nessa altura, até que um dia eu quase desmaiei, foi horrível.

Foi então que surgiu algo ainda mais grave, a bulimia, que mais tarde passou a anórexia, o meu problema com a a comida refletiu-se então nos meus dentes, no meu cabelo, na minha pele e em todo o corpo.

Hoje, estou a conseguir ultrapassar estes distúrbios, porém ainda me vejo muito gorda, quando me dizem que é da minha cabeça e que eu não sou tão gorda assim, eu fico a pensar que estou numa situação um pouco triste.

O que me entristece um pouco é o facto de eu comprar roupa e ela ficar-me muito larga de repente, sem mais nem menos. Estou neste momento a vestir uns calções que comprei há poquíssimo tempo e eles já me ficam larguíssimos, a t-shirt que visto também é outra que tal, sinto-me mal por isso.

As minhas unhas caem-me devido à falta nutrientes que provocou uma anemia (que estou a tentar combater neste momento), é triste quando certas coisas nos acontecem.

Neste momento já não têm aquela coisa de me obrigar a comer, sabem que eu não quero mesmo e que é melhor ninguém me obrigar.

Alguém mais aqui tem esses problemas e quer partilhar?

Acho que há coisas para as quais não é preciso ter idade, mas estômago

Querem que seja tutora de crianças com problemas. Tomam a minha vida como perfeita sabendo perfeitamente que não é. Dizem que eu tenho idade para fazer isto. Eu discordo.

Eu tenho uma vida. Tenho um passado. Tenho um presente. Ninguém disse que era fácil, exceto eles. Tomam-nos como garantidos. Não sabem cativar-nos. Não sabem falar connosco.

Eu não preciso de idade para ajudar alguém que precisa. Eu não preciso de pedidos e/ou ordens para ajudar alguém, porque isso, já eu faço sozinha. Detesto ver pessoas a sofrer, detesto ver pessoas a perderem a esperança gradativamente, dia após dia. Eu não preciso de nada disto, eu só preciso de uma coisa: estômago.

Eu já vi de tudo, nenhum cenário me vai surpreender. Eu sou ansiosa, é uma realidade, mas eu ajudo as pessoas. Eu não preciso de ajudar ninguém porque me pediram para o fazer, eu posso fazê-lo por mim.

Eles podem não me qualificar para fazer isto, mas a verdade é que naquela sala, sou uma das pessoas que mais conseguir compreender aquelas pessoas. Muitos são meninos da elite que fazem tudo o que lhes pedem, não são contra, como é que eles podem realmente ajudar um miúdo com problemas? O miúdo revolta-se contra eles porque eles só vão estar a defender o ponto de vista retrógado da escola.

Não sei se me expliquei bem, não quero saber se fiz sentido ou não. Quando começar o 9º ano vou saber o resultado, se passar vou ser tutora, caso não passar, espero bem que os meus companheiros façam alguma coisa de jeito àqueles miúdos e que não os façam sentirem-se pior.

Quem está deste lado?

Uma adolescente com os seus consistentes 15 anos que sobrevive às adversidades do dia a dia, acompanhada do seu blog, onde conta as suas peripécias e aventuras.

Estudante de secundário durante o dia, blogger durante a noite. Uma apaixonada pela escrita de todo o tamanho. Pensadora nata. Eterna sonhadora.

Para muitos um livro aberto, para outros um mistério por resolver.

Intrigado? Fica por estes lados e talvez desvendes o mistério.

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