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Lost in a Cloud

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#8 Sweet 14: A razão de renegar a ideia imediatamente

Hi people! Hoje dei-me conta de algo muito importante. Tal como eu contei, há algum tempo que eu renego a ideia de ter filhos, casar, essas coisas que o ser humano tem como necessárias, mas são apenas enfeites na vida de uma pessoa, nada essencial e nada básico e fácil. Mas pronto, de qualquer forma não é isso que venho discutir, não quero ir por esse caminho, só para as pessoas dizerem "Não digas isso! Já viste, depois quando o pegas ao colo..." ou então "Isso dizes tu agora! Falamos daqui a uns anos!". E para não desviar mais o assunto digo que eu nunca tive um motivo muito concreto, tinha a certeza, mas o motivo era muito geral, muito banal. Antes que pensem, não, não é pela dor, isso é o menos.

Eu nunca me quis casar e esse era o maior dilema, simplesmente porque eu não tinha um motivo, eu inventava desculpas esfarrapadas mas o motivo nunca foi encontrado. Mas encontrei-o hoje. Eu não me quero casar porque nunca conseguiria fazer alguém feliz, além de que há homens que querem ter filhos, e isso é algo que eu nunca seria capaz de dar. Eu estaria a ser egoísta se prendesse um homem a mim, que estou toda quebrada por dentro, toda sofrida, cheia de feridas por cicatrizar ou com umas poucas cicatrizadas, apesar de não serem visíveis no meu corpo, são visíveis na minha alma.

Quanto ao filhos, eu não os quero ter também pelos motivos que indiquei, o facto de não querer ser egoísta, o facto de não querer colocar uma criança neste mundo para sofrer, ou quase tão grave como isso, fazer os outros sofrer. Eu sempre pensei que fosse apenas por isso, mas não, o caso é mais bicudo que isso. Eu nunca conseguirei ser mãe, nunca conseguirei engravidar, nunca conseguirei dar um filho a alguém, pura e simplesmente porque eu estou muito sofrida, muito vivida em muitos aspetos, e porque tenho os medos, os fantasmas do passado agarrados ao presente.

O confi e a minha amiga blogger dizem que eu não posso viver agarrada ao meu passado, por muito complicado que seja, mas que eu não posso viver com esses medos, esses fantasmas, não posso privar-me de ser feliz.

Mas a realidade é que por uma razão que eu não vou revelar, os próximos meses serão os mais difíceis, são os mais complicados para mim, ando sempre em baixo, não quero comer, não quero estudar, não quero falar, só quero ficar deitada o dia todo a dormir, não quero lavar os dentes, tomar banho (e olhem que eu sou maníaca com estas coisas, lavar os dentes, tomar banho e lavar-me são as coisas mais importantes de sempre, sem desvalorizar o pentear), o meu desejo é estar em paz, na minha, muito quieta. E é precisamente isso que faço sempre que posso, fujo, fecho-me, deito-me, durmo, falo por mensagens, não tenho contacto audiovisual com muitas pessoas, só como o necessário e quando me obrigam, mas mesmo assim é um verdadeiro sacríficio, só passadas algumas ameaças, insistências, berros, raspanetes e até mesmo chantagem emocional é que conseguem realizar essa tarefa, apesar de eu não sentir gosto nenhum ao realizá-la. Acho que se não andasse na escola e vivesse sozinha, provavelmente morreria, o facto de não cuidar de mim mesma faria isso. O meu olhar é muito vazio, pouco descritivo, mas ainda assim fácil de ler, dá para perceber que não estou bem.

Eu pensava que tinha enterrado de vez este assunto, e com ele, todos os pesadelos, medos e fantasmas que insistem em pairar sobre mim e assombrar-me, demonstrar-me o que eu sou.

 Lição de hoje: A dor não desaparece, só diminui de potência.

Dica de hoje: Pensa bem no que realmente queres fazer da tua vida.

 

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Uma adolescente com os seus consistentes 15 anos que sobrevive às adversidades do dia a dia, acompanhada do seu blog, onde conta as suas peripécias e aventuras.

Estudante de secundário durante o dia, blogger durante a noite. Uma apaixonada pela escrita de todo o tamanho. Pensadora nata. Eterna sonhadora.

Para muitos um livro aberto, para outros um mistério por resolver.

Intrigado? Fica por estes lados e talvez desvendes o mistério.

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