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Lost in a Cloud

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As minhas experiências mais marcantes à chuva

Hoje estava a ler o blog do Moralez fez um post sobre as experiências à chuva e eu comentei as minhas, entretanto ele e a FatiaMor responderam-me e pareceu-me que ficaram interessados (pelo menos a FatiaMor que diz que ficou com a sua veia curiosa à espreita). Quando li os comentários vi que o Moralez tinha dito que um post sobre isto não era má ideia, e por isso lembrei-me de não só lhes responder a eles, como contar a toda a gente.

Bem, antes que comecem a pensar e a imaginar coisas, gente que me seguia do blog anterior, não foi um dos meus episódios cómicos ou mesmo embaraçosos, este foi um momento sério.

A primeira experiência foi há uns tempos, eu tinha um namorado e nós éramos tipo o "casal maravilha" da turma, nunca discutiamos nem ficávamos muito sempre sem falar. No entanto, quando se deu a mudança de ciclo, eu notei que ele estava estranho e já não era a mesma coisa. Sempre que lhe falava ele parecia que fugia e se lhe pedisse para falarmos sentia que ele me evitava. A certa altura eu tentei saber por fora, ou seja, falei com todos os amigos dele, menos com o melhor amigo (que eu não suportava por nada deste mundo). Ninguém sabia de nada (ou se sabiam eram fiéis ao amigo e não me disseram nada devido à fidelidade, se assim foi, não os vou culpar nem "condenar", eu faria o mesmo por uma amiga), por fim tive de recorrer ao melhor amigo dele e depois de muito "apertar" com ele, lá me disse que a verdade é que ele tinha outra no Hip-Hop e que andava com as duas ao mesmo tempo. Eu fiquei destroçada e nesse dia chovia a cantaros, e ao contrário do que devem estar a pensar eu não chorei, a vontade era enorme mas eu fiz-me forte, chorar por um rapaz não era sequer uma opção a ponderar.

Passado uns tempos, uns anos já não me lembro exatamente quantos, eu vim a descobrir que tinha vivido uma mentira durante imenso tempo, ainda por cima foi em viagem. Lembro-me como se fosse eu ouvi da própria boca do rapaz, que o meu ex-namorado afinal não me traía, depois no autocarro ainda me veio com falinhas mansas e veio sentar-se ao meu lado, nesse dia não falei com mais ninguém, a não ser com mais um amigo meu e foi por mensagem. Quando parámos na estação de serviço ele veio atrás de mim outra vez e eu só me lembro de pegar na minha mochila e sair à chuva sem casaco nem nada do género e correr para o despistar, entretanto entrei dentro da estação de serviço e tranquei-me numa das cabines da casa de banho e deslizei por ela abaixo até ficar sentada e depois chorei sozinha. Entretanto saí, recompus-me e para verem, apanhei tanta chuva que escorri o cabelo para o lavatório e parecia que tinha tomado banho!

Como é que as coisas acabaram? Comigo aos gritos e a chorar que sem uma desesperada enquanto lhe pregava estaladas, caneladas e etc. e pior é que ele ainda achava que tinha razão!

 

Estas foram as minhas duas experiências à chuva mais marcantes, com uma história triste, mas acho que me fez crescer um bocado e a ser mais desconfiada e não confiar tanto nas pessoas. A pior parte é que depois mesmo sendo amigos, sempre me senti um bocado mal por não ter acreditado nele e por ter acabado com ele por uma coisa que era falsa. A nossa amizade, acho que ainda hoje, está um bocado minada por causa dessa situação.

 

4 comentários

  • Imagem de perfil

    Bella 05.01.2016

    Verdade, a vida é um jogo em que escolhemos viver ou simplesmente não morrer, por outras palavras, manter-nos vivos, sobreviver.
    E tal como nos jogos temos de fazer por não perdermos o jogo, perdermos muitas batalhas, mas não o jogo.
  • Imagem de perfil

    Moralez 05.01.2016

    Nunca perder o jogo, nunca...
  • Imagem de perfil

    Bella 05.01.2016

    Temos sempre de vencer, de ser um dos vitoriosos.
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    Uma adolescente com os seus consistentes 15 anos que sobrevive às adversidades do dia a dia, acompanhada do seu blog, onde conta as suas peripécias e aventuras.

    Estudante de secundário durante o dia, blogger durante a noite. Uma apaixonada pela escrita de todo o tamanho. Pensadora nata. Eterna sonhadora.

    Para muitos um livro aberto, para outros um mistério por resolver.

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