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Lost in a Cloud

Be simple. Be original. Be yourself.

Lost in a Cloud

Be simple. Be original. Be yourself.

Quando é que morres?

Tu não vais morrer um dia, disso já todos sabemos, desde o dia em que nascemos que estamos mais próximos do dia em que morremos, porém nós não morremos quando o nosso coração para de bater, quando as células deixam de se renovar, quando paramos de respirar, não é nesse momento que morremos.

Podes morrer antes, eu aprendi isso. Tu morres no dia em que deixares de viver, não no dia em que os teus órgãos deixam de funcionar. Morres quando a tua alma se esvai, eu posso ter o coração a bombear o sangue, mas isso não equivale a que eu não esteja morta. Quando deixas de viver por ti e a única coisa que te mantém aqui são comprimidos anti-depressivos, comprimidos esses que te tiram o brilho do olhar e a vida toda, que apenas te deixam no controlo dos médicos e de todos os outros, comprimidos esses que te deixam inconsciente, a encarar o nada o dia inteiro. Tu ficas completamente dependente dos outros para tudo, caminhas, pensas, esperas, respiras, por vezes falas, mas no fundo, tu não és tu.

Assim que precisas que te droguem para continuares "viva", então morres, para quê continuar "viva" se não o estás? Estás apenas sob o efeito de substâncias artificias e quimicamente juntas e alteradas que supostamente te fazem ficar mais feliz, não pensas como tu mesma, porque deixas de existir.

O mesmo pode acontecer ao contrário, o teu coração pode parar de bater, o teu cérebro de comandar a situação,  mas a tua alma pode permanecer e assim, tu viverás sempre.

No fundo, eu sempre quis fazer a diferença no mundo, mas neste momento, eu não quero ser especial para todo o mundo porque sei que isso é um cigarro que mata sem estar aceso, é simplesmente impossível. Tenho tanta gente neste mundo que me detesta, tenho tanta gente neste mundo que me trata com indiferença, sinceramente, eu já não quero que eles gostem de mim, não quero ser especial para eles, não quero ser especial para todo o mundo, só quero ser especial para uma pessoa.

Eu estava muito ocupada a tentar ser eu mesma para me dar conta que eu já não era eu e que a minha vida me tinha sido tirada há muito tempo, mas agora eu sei de uma coisa. A dor tem de ser sentida até ao dia em que já não deve ser sentida por não fazer sentido ser sentida. 

Quem está deste lado?

Uma adolescente com os seus consistentes 15 anos que sobrevive às adversidades do dia a dia, acompanhada do seu blog, onde conta as suas peripécias e aventuras.

Estudante de secundário durante o dia, blogger durante a noite. Uma apaixonada pela escrita de todo o tamanho. Pensadora nata. Eterna sonhadora.

Para muitos um livro aberto, para outros um mistério por resolver.

Intrigado? Fica por estes lados e talvez desvendes o mistério.

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